Em 2010, a SAD do Sporting negociou a dívida que tinha com os bancos BES (agora Novo Banco) e BCP através da emissão de Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis (VMOC), as quais foram emitidas no valor de 55 M€. Assim, a SAD tem até 17 de janeiro de 2016 para pagar aos bancos os 55 M€, caso contrário as VMOC são transformadas em ações e entram no capital social da SAD e o Sporting perde o controlo da mesma.
O problema é que o Sporting está destruído financeiramente e não tem como pagar os 55 M€ e, portanto quer prolongar o pagamento para 2026, mediante o pagamento de uma taxa de juro ou emitir novamente VMOC, no valor de 55 M€, subscrita pelos bancos, para pagar a anterior.
O capital social da SAD é de 67 milhões de ações e o clube detém 42,8 milhões dessas ações (63% da SAD). Se as VMOC forem convertidas em ações, o capital social da SAD aumenta para 122 milhões de ações, e o Sporting continuava a ter 42,8 milhões (35% da SAD). Já o NB e o BCP ficariam com 55 milhões de ações (45% da SAD).
O Sporting pode perder assim o controlo maioritário da SAD e os bancos, embora sem maioria, passariam a ter a maior percentagem de capital, o que significa que seriam eles a gerir a SAD. No entanto, em 2014 o NB e BCP receberam mais 80 milhões de VMOC, relativas a uma dívida de 80 M€. Ou seja, no total estes dois bancos têm 135 M€ a receber do Sporting.
Bruno de Carvalho, que ainda não se livrou de uma, tem outra para se livrar e está prestes a meter-se noutra. Aqueles discursos ilusionistas já não enganam ninguém. Nem Vale e Azevedo foi gajo para tanta desgraça.
