quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Os valores monetários da 74ª Volta a Portugal em bicicleta


As proporções não enganam e ganhar a 74.ª edição da Volta a Portugal em bicicleta vale “apenas” o dobro daquilo do que rende um triunfo numa etapa na Volta a França.
Não é por acaso que a lista de inscritos da prova portuguesa é composta por equipas praticamente desconhecidas do mais fiel seguidor da modalidade. Os motivos podem ser mais do que muitos – o escalão mais baixo da competição nacional ou a simultaneidade com a “grande” Volta a Espanha –, mas o valor dos prémios distribuídos não será indiferente aos ciclistas.
Se o vencedor final da corrida rainha do panorama português será recompensado com um cheque de 16.045 euros por quase duas semanas de esforço, o primeiro a cortar a meta em qualquer etapa da Volta a França amealha oito mil euros.
As diferenças não se esgotam aí: a organização da Volta a Portugal vai distribuir na 74.ª edição 124.954,500 euros em prémios, ou seja, 3,66 por cento daquilo que a Volta a França atribuiu este ano (3.414.246 euros).
Só o vencedor, o britânico Bradley Wiggins, levou para casa quase quatro vezes mais do que o total distribuído em Portugal – os prémios na Volta a Portugal equivalem a 27,77 por cento dos 450.000 euros que o líder da Sky ganhou na maior prova de ciclismo do Mundo.
Na edição deste ano da prova portuguesa, o prémio máximo que um corredor pode somar individualmente são 51.135 euros.
E, para isso, teria de cumprir uma missão quase impossível: vencer o prólogo e as 10 etapas, ganhar o prémio da montanha e a classificação por pontos. Este montante poderia ter um acréscimo de 1.500 euros, até aos 52.635 euros, se o ciclista tivesse idade discutir o prémio da juventude.
O segundo lugar na Volta a Portugal “dá” um prémio de 8.104 euros, mais de o dobro do que é atribuído ao terceiro (3.985 euros). E a modéstia continua nos restantes lugares “premiados”, com os valores a variarem entre os 2.017,500 euros para o quarto classificado e os 399 para os ciclistas que concluam a prova entre o décimo e o 20.º lugar.
Cada triunfo numa das 10 etapas em linha vale 3.060 euros, com as “bonificações” a variarem entre os 1.548 euros do segundo classificado e os 76 euros do 20.º.
O primeiro camisola amarela, que foi encontrado no prólogo em Fafe (Rinardt Van Rensburg), faturou 1.490 euros, seguindo-se remunerações gradualmente inferiores para os 19 corredores seguintes, até 38 euros.
As classificações secundárias - pontos, montanha e juventude - garantem, cada uma, 1.500 euros ao vencedor, enquanto as classificações por equipas, tanto para a vencedora das tiradas, como para as três primeiras no final, são reconhecidas com troféus.

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